Com aniversário de 59 anos da instauração da ditadura militar no Brasil, e com o contexto atual político e social, é impossível não pensar na importância que a memória dos acontecimentos passados e recentes tem na formação da nossa história.
Como o próprio nome do documentário sugere, fazendo uma brilhante referência ao livro publicado pelo Coronel Ustra, o que temos aqui é um retrato da luta pelo reconhecimento e pela reparação histórica que nunca foi feita para todos que sofreram nas mãos do regime.
E com vários recursos que simulam o ambiente virtual das redes sociais e imagens que temos de hoje, junto com discursos da época, a mensagem do filme é clara: Não pode haver anistia.
O esquecimento e apagamento desses crimes além de cruel com os sobreviventes, é uma mancha na nossa história que impede a busca por uma sociedade realmente preocupada com o povo. Já que os discursos e forma de manipulação são as mesmas, só os meios diferentes.
E enquanto não houver um esforço real em trazer esses pontos para o debate público, nunca vamos sair desse ciclo que parece interminável.
Memória Sufocada é necessário, não apenas para lembrar, mas para mostrar que a qualquer momento podemos voltar para aquela situação, e por isso não podemos baixar a guarda.




