Um dos filmes mais divertidos e sinceros sobre a relação entre irmãos que já vi. Partindo do ponto que todos os protagonistas são mais velhos, vemos como o relacionamento deles é mais complicado e simples ao mesmo tempo, assim como a vida adulta.
Acompanhamos três irmãos que tem entre 35 e 40 anos, e suas diversas brigas e reconciliações. Cada um tem seu próprio drama, Lola deseja casar e engravidar. Benoît está no seu terceiro casamento. E Pierre sofre para se adaptar no novo mundo profissional.
O ponto alto da narrativa é como ela consegue dividir o tempo entre todos eles e interligar os acontecimentos e questões pessoais para que eles sempre se encontrem e juntos consigam superar e refletir sobre aquilo que estão passando. Com grande destaque para os atores, que além de estarem em completa sintonia, passam muita credibilidade nas suas cenas individuais.

Infelizmente o arco de Benoît é o mais fraco dos três, seus dilemas e problemas conjugais são tão simples perto dos de seus irmãos que, a impressão que suas cenas passam é elas existem apenas para preencher o tempo, e isso tira muito do peso da história.
Já que a história de Lola e Pierre, além de mais interessantes, conseguem abordar discussões extremamente relevantes e que mereciam mais destaque. É fácil imaginar um filme apenas com esses personagens, principalmente Lola, que é a mais prejudicada nessa divisão de tempo entre os irmãos.
Provavelmente o único ponto negativo no longa seja a falta de marco temporal. Vemos eles se encontrando na lápide dos pais, mas fora isso é difícil saber quanto tempo se passou entre uma cena e outra, o que dificulta a compreensão e andamento de algumas tramas. Já que algumas são resolvidas de forma rápida, aparentemente; mas que na verdade tiveram um longo intervalo.
Mas nada disso faz com que o filme perca seu carisma. Com ótimas sequências cômicas e personagens envolventes, esse é o tipo de obra que merece ser visto com a família em uma tarde de domingo, para rir e passar o tempo juntos.




